Brasil conta com mais de 500 médicos com deficiência

Fotografia do Dr sorrindo. Usando camisa branca e com o estetoscópio em torno do peito, ele está sentado em sua cadeira de rodas

Publicado em: 15/07/2019


Um acidente de carro mudou a vida de Marcos Vinícius Nunes da Silva. Ele tinha 23 anos e cursava o quarto ano de faculdade quando quase viu o sonho de ser médico ser interrompido devido a lesão cerebral em decorrência do acidente, e também a tetraplegia parcial. Foi apenas o começo, pois ele teve de vencer a discriminação até construir a carreira.

“Colegas de classe, professores da faculdade e mesmo outros médicos achavam que a Medicina não era para mim”, lembra o clínico geral. A sua rotina dos Pronto-Socorros, entretanto, mostra que para ele não existem limites para praticar a medicina.

Os meus colegas “julgaram meu aspecto físico, e não o meu intelectual, mas hoje os doentes pedem para se consultarem com o médico da cadeira de rodas”, contou em reportagem para o portal UOL.  Marcos é um entre os muitos médicos com deficiência brasileiros.

Conselho busca saber quem são e como trabalham os médicos deficiência

O direito do exercício da profissão do médico com deficiência foi incluído no Código de Ética Médica. O texto apenas restringe a atividade “nos limites de suas capacidades e da segurança dos pacientes, exercer a profissão sem ser discriminado”.

De acordo com o Conselho Federal de Medicina, pelo menos 512 médicos com deficiência afirmaram, em pesquisa realizada pela entidade, terem algum tipo de deficiência. O Conselho pretende conhecer a rotina desses profissionais, dificuldades na prática da medicina e também se eles sofrem discriminação no ambiente laboral.

Apesar de o Dr. Marcelo contar com uma maca adaptada para a altura da sua cadeira de rodas, de onde atende os pacientes, nem todos os médicos com deficiência dispõem de equipamentos compatíveis. De acordo com o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro, as unidades de saúde locais não contam com recursos de acessibilidade, o que dificulta, além do trabalho do profissional, o atendimento e a assistência aos pacientes e/ou acompanhantes com deficiência.

Texto: Adriana do Amaral

Leia a reportagem completa em:

https://vivabem.uol.com.br/noticias/bbc/2019/06/30/medicos-com-deficiencia-achavam-que-a-medicina-nao-era-mais-para-mim.htm?cmpid=copiaecola

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