Covid-19 já vitimou quase 700 pessoas com Síndrome de Down no país

Paciente Emerson Loureiro, com com Síndrome de Down é abraçado por enfermeiro enquanto fazia tratamento para Covid-19. O Enfermeiro é moreno, veste blusa vermelha, óculos e máscara de proteção azul. Emerson é moreno, tem cabelos curtos pretos , usa camiseta azul listrada e está sendo amparado pelo enfermeiro, que segura o respirador em seu rosto.
Emerson Loureiro é uma das pessoas com síndrome de Down. que foram vítimas da Covid-19 no Amazonas. Foto: Arquivo Pessoal.

Informação é do Ministério da Saúde.

Por Fátima El Kadri

Um levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde acendeu um alerta importante para familiares e profissionais que convivem com pessoas com síndrome de Down. Desde o início da pandemia, 695 pessoas com essa condição morreram vítimas de Covid-19, o que pode ser um sinal de que as pessoas nesta condição são mais suscetíveis à doença. 

Outro estudo conduzido no Reino Unido em 2020, afirma que essas pessoas têm quatro vezes mais chances de serem internadas por Covid-19, sendo que o risco de morte é dez vezes maior. 

No entanto, ainda não há dados suficientes para comprovar que isso seja uma reação direta da trissomia (anormalidade genética), e pode estar ligada a comorbidades associadas a ela, como o sobrepeso, por exemplo.

Além das questões genéticas, é preciso observar os aspectos sociais e de comunicação, que podem aumentar os riscos para pessoas com síndrome de Down acometidas pela Covid-19.

De acordo com informações do site Movimento Down, pessoas com síndrome de Down se comunicam, aprendem e compreendem de maneiras diferentes, podendo ter dificuldade em entender como se manter saudáveis ou em saber se estão doentes. Algumas pessoas com síndrome de Down podem precisar de ajuda extra para aprender sobre o “distanciamento social” e como prevenir a propagação da infecção; se expressar quando não estão se sentindo bem ou descrever os sintomas. 

Mesmo reconhecendo a vulnerabilidade deste público e diante de um número elevado de óbitos, o Ministério da Saúde afirmou que não fará alterações imediatas no Plano Nacional de Vacinação, ou seja, quem tem Síndrome de Down continuará  fora do grupo prioritário para tomar a vacina, assim como as demais pessoas com deficiência leve ou moderada. Porém, o órgão declarou que o plano é dinâmico e pode ser alterado a qualquer momento.

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