Instituto realiza capacitação sobre inclusão de profissionais com deficiência a empresas de contact center

Grupo de pessoas com e sem deficiência, todos sentados em cadeiras dispostas em círculos, conversando. Os grupos estão em uma sala ampla e iluminada, com paredes de vidro, piso de madeira e teto de concreto.
Os participantes formaram grupos de diálogo entre pessoas com e sem deficiência, para "aproximar os mundos".

Publicado em: 19/02/2020


O Programa é promovido pelo Sintelmark para representantes de companhias do setor, e teve início em 2016 com resultados tão positivos que levaram à continuidade do trabalho por mais dois anos.

Por Lucas Borba

Na última segunda-feira (17), o Instituto Modo Parités realizou o workshop Aproximando Mundos, na sede do Sindicato Paulista das Empresas de Telemarketing, Marketing Direto e Conexos (SINTELMARK). A abertura foi feita pela gerente geral do sindicato, Roselene Marçal. Estiveram presentes representantes de sete empresas do setor de telemarketing. O Programa de Inclusão Sintelmark teve incío a partir da adesão do Sintelmark ao Termo de Compromisso proposto pela Superintendência Regional do Trabalho de São Paulo, na gestão do auditor fiscal e coordenador do Projeto de Inclusão daquele órgão, José Carlos do Carmo, Kal. “Neste momento entendemos que seria necessário o apoio especializado para realizar o mapeamento com diagnóstico de cultura e acessibilidade, e também a capacitação dos gestores do nosso setor, que conta com desafios e favorabilidades muito peculiares, e por isso contratamos o Instituto Modo Parités”, conta Roselene Marçal.

O workshop, que teve quatro horas de duração, foi dividido em momentos distintos. Conduzido pela Diretora Executiva do Instituto Modo Parités, Ivone Santana, e pela Sócia Consultora Andrea Regina, o encontro iniciou com a apresentação de um resgate histórico da pessoa com deficiência no mundo e no Brasil, desde os séculos de exclusão, abandono e mesmo assassinato de indivíduos vistos como imperfeitos ou amaldiçoados, o gradual surgimento de uma cultura assistencialista entre as décadas de 70 e 80 até a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, adotada pela ONU em 2006, pela qual as próprias pessoas com deficiência passaram a se movimentar em maior escala por um efetivo protagonismo, autonomia e igualdade de direitos com toda a sociedade.

Praticando o lema “nada sobre nós sem nós”, em um segundo momento, os representantes das empresas realizaram rodas de diálogos com a participação de profissionais com diferentes deficiências: o jornalista Lucas Borba, uma pessoa com deficiência visual; a publicitária Sandra Cristina Ribeiro, uma pessoa com deficiência física; o atleta, ator e assistente de benefícios Diogo Junqueira Avelino, uma pessoa com Síndrome de Down; e a pedagoga Flaviana Borges Saruta, uma pessoa com deficiência auditiva. Também estiveram presentes as intérpretes de LIBRAS e irmãs Karla e Katia Fiorante, da K&K Libras, e a psicóloga Angela Alves, Coordenadora do Programa de Empregabilidade da Associação para o Desenvolvimento Integral do Down (ADID).

O terceiro momento do workshop foi um exercício prático. Os participantes foram convidados a vivenciar um a experiência de trabalho considerando a ausência de um dos sentidos. Segundo a analista de Recursos Humanos, Gabriela Oliveira, a oficina como um todo foi uma experiência marcante em vários sentidos. “Durante a roda de diálogos, percebi como o contato direto com a pessoa com deficiência é insubstituível e faz toda a diferença para formatarmos ações efetivas de inclusão nas empresas. Pude esclarecer muitas dúvidas, principalmente em relação à deficiência auditiva. Além disso, a dinâmica das apresentações faz a gente perceber o mundo ao nosso redor de outro jeito e pensar na capacidade que todos temos de nos adaptar usando os outros sentidos”, relata a analista.

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