McDonald’s contrata mãe para que filha com deficiência intelectual trabalhe melhor

Descrição de Imagem: Fotografia de mãe e filha funcionárias do McDonalds. Elas estão abraçadas e vestem o uniforme do McDonals com camisetas e bonés brancos com o logo da lanchonete, um M amarelo. Ambas estão sorrindo.
Mãe e filha agora trabalham juntas: são ótimas funcionárias, afirma a gerente

Publicado em: 22/05/2017


A jovem Ana Paula Cirilo, de 23 anos, nasceu com uma deficiência intelectual de origem congênita. A mãe, Maria da Conceição Cirilo, dedicou sua vida para cuidar dela.

Ana Paula foi paratleta por 11 anos, disputou diversas competições de velocidade e também foi saltadora em distância. Há quatro anos, ela substituiu o esporte pelo trabalho com carteira assinada, numa franquia do McDonald´s.

O início não foi fácil, Ana tinha convulsões e a mãe era acionada. Maria da Conceição costumava acompanhar a filha da casa para o trabalho e buscá-la no final do expediente. Quando ela passava mal, Maria da Conceição tinha que abandonar tudo o que estava fazendo para levar a filha ao hospital.

Foi assim durante dois anos, até o dia que a gerente do restaurante encontrou uma solução: contratar Maria da Conceição para trabalhar no mesmo local e horário da filha. Dessa forma, ela poderia acompanhar de perto a rotina de Ana Paula.

“Ela se sente mais segura com a mãe por perto e com isso seu rendimento melhorou muito”, conta a gerente Gilma Oliveira.

Ana Paula é só gratidão ao esforço da mãe que não trabalhava para cuidar dela. “Ela abdicou da vida para ficar ao meu lado, para cuidar de mim. E agora trabalhar ao lado dela e ver a sua felicidade, também me deixa muito feliz.”

Maria da Conceição conta que a vida mudou depois que voltou a trabalhar. Até então, ela trabalhava em casa de família, lavando roupa ou cuidando de crianças, mas sempre de olho em Ana Paula. “Quando o telefone tocava já ficava com o coração na mão. Agora estou sempre perto da minha filha. A gente vem e volta para trabalhar juntas, é uma grande felicidade”, afirmou.

“Também me sinto realizada em ter tido uma chance. Na época, eu estava com 52 anos e tive a oportunidade de ter meu primeiro emprego com carteira assinada. Não me sentia capaz. Mas acreditaram em mim e hoje sou muito feliz e agradecida”, falou Conceição.

 

Fonte: Site Razões para Acreditar

Por Stela Masson, 16/05/2017

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