Ministra israelense não participa de conferência da ONU por falta de acessibilidade

Karine Elharrar é uma mulher branca, de olhos e cabelos escuros e lisos, na altura do ombro. Ela está vestindo uma blusa rosa de mangas compridas e uma calça cinza., e está em uma cadeira de todas. Ao fundo, há uma parede branca com palavras em hebraico.

Publicado em: 04/11/2021


Por Fátima El Kadri

Evento mundial não tinha recursos de acessibilidade arquitetônica.

A ministra de Energia e Recursos Hídricos de Israel, Karine Elharrar, era uma das convidadas da COP-26, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, realizada esta semana em Glasgow, na Escócia, mas não conseguiu participar devido à falta de acessibilidade arquitetônica do evento. 

Karine tem distrofia muscular e usa uma cadeira de rodas motorizada. Depois de esperar por duas horas por uma solução que viabilizasse sua entrada, ela teve que voltar para o hotel, porque não havia recursos de acessibilidade no local.

Nunca é demais lembrar que a mesma ONU, que agora faz um evento não acessível, em 2007, promulgou a Convenção Internacional sobre os direitos da Pessoa com Deficiência, que tem como um de seus princípios fundamentais “a plena e efetiva participação e inclusão das pessoas com deficiência na sociedade e a acessibilidade”.

Após o ocorrido, os representantes do governo britânico tentaram apagar a má-impressão com um pedido de “profundas e sinceras desculpas” do embaixador britânico em Israel e um convite para uma reunião com o  primeiro-ministro Boris Johnson.

Entretanto, nada disso foi suficiente para acabar com a decepção da representante de Israel, muito menos apagar a vergonha mundial. “é triste a ONU promover a acessibilidade para pessoas com deficiência, mas não garantir esses recursos em seus eventos, em pleno 2021”, lamentou Karine Elharrar. 

Voltar para Notícias