Prefeitura investe em óculos-scanner para leitores cegos

Fotografia do óculos Orcam, que vem acoplado com um equipamento scanner portátil. Aparentemente, ele é similar a um óculos convencional.
Fotografia do óculos Orcam, que vem acoplado com um equipamento scanner portátil. Aparentemente, ele é similar a um óculos convencional.

Publicado em: 22/01/2019


Usuários com deficiência visual contam com mais um recurso de acessibilidade para utilizar uma das 54 bibliotecas municipais. A prefeitura de São Paulo está equipando as bibliotecas públicas com óculos-scanner, que transformam o texto de qualquer superfície lisa em áudio, imediatamente.

Pelo menos um óculos Orcam MyEyek será disponibilizado por serviço. Com ele, os leitores cegos poderão ler, além de livros, jornais e revistas, folhetos e até mensagens de celular. A primeira biblioteca a contar com o óculos-scaner foi a Afonso Schmidt, localizada na região norte da capital paulista.

Fora das bibliotecas, os óculos-scanner permitem identificar cédulas de dinheiro, distinguir cores, ler código de barras e até “ver” rostos e placas de sinalização. Apesar do alto custo, para as pessoas que conseguem adquirir (tem linhas de crédito-acessibilidade para financiamento), o equipamento de inteligência artificial proporciona autonomia também para pessoas com déficit de leitura, dislexia ou TDAH, além das deficiências visuais.

Texto: Adriana do Amaral.

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