Um goiano deve receber o título de ‘Mais idoso com síndrome de Down no Brasil’

Foto de João sorrindo, sentando em uma cadeira. Ele tem cabelos brancos.
Joãozinho mora em Caçu. Foto:Arquivo pessoal

Aos 70 anos, João Batista Rezende, da cidade de Caçu, na região sudoeste de Goiás, pode receber o título de ‘Mais idoso com síndrome de Down no Brasil’. Os familiares de “Joãozinho” como é conhecido, protocolaram junto ao RankBrasil, uma empresa independente, responsável por um livro de recordes brasileiros, para que o idoso seja reconhecido com o título.

João Batista é natural de Caçu e conta com a ajuda da irmã Olegaria Cândida de Rezende Borges, desde o falecimento do pai, ocorrido há 32 anos. Morando na casa de Olegaria, desde 1999. A iniciativa de registrar o recorde partiu do sobrinho, Hallyson Hedhen Resende Paniago.

Hallyson conta que muitas pessoas ficam surpresas ao conhecer o recordista e essa foi uma de suas motivações: “Nós sabemos que a perspectiva de vida de quem tem Down é de no máximo 50 a 65 anos e ele tem 70, esse foi um dos motivos, e também pelo fato das pessoas ficarem surpresas com a idade dele. Quando ele era aluno da APAE de Caçu, e participava de eventos da APAE em Goiânia e em outras cidades, os professores falavam que quando chegava com João Batista, todos ficavam impressionados quando via o senhorzinho ter Down e perguntava a idade dele, e falava a idade que ele tinha. As pessoas tiravam até fotos”, destacou.

Outra motivação segundo o jovem, seria uma forma da família homenageá-lo e também da cidade ser conhecida. “A família entendia que diante dessa situação, as pessoas falando, nós sabíamos que ele era um dos mais idosos do país, senão o mais idoso. O que foi o caso né?! Decidimos buscar registrar para ver entre qual colocação ele estava entre os mais idosos do país, e foi onde descobrimos que é a primeira. E embora seja uma cidade pequena, não muito conhecida, com esse feito será reconhecida nacionalmente”, pontuou.

O sobrinho contou um pouco sobre a vida do tio: “Ele fazia tapetes na APAE e participava dos encontros dançantes da terceira idade. E dançava mesmo, mas agora não participa mais. Ele costura, troca as roupas dos bonequinhos que ele mesmo faz de papelão em seu ateliê, gosta de visitar os vizinhos e tocar a gaita”, relata.

Ainda segundo ele, para realizar o registro do recorde pelo Rank Brasil, além de ser o dono do recorde, é necessário que uma taxa para homologação do recorde seja paga. Um requerimento será votado na Câmara Municipal, para que a prefeitura realize o pagamento da despesa. “Eu e minha avó estávamos conversando com a prefeita, contamos a história e dissemos que nós teríamos que pagar a taxa da homologação. Ela achou o caso muito interessante, e por se tratar de algo que eleva o nome do município, por ser algo cultural, então, ela nos falou que o município poderia pagar, mas seria necessário falar com um vereador e pedir para que fosse feito um requerimento. E foi o que fizemos. Eu e minha avó procuramos o vereador André Bessa (MDB). O requerimento vai ser votado na semana do dia 6 de agosto”, explica

Sobre a síndrome de Down

De acordo com o Movimento Down, a síndrome de Down não é uma doença, mas uma condição da pessoa, associada a algumas questões para as quais os pais devem estar atentos desde o nascimento da criança. Ela é causada pela presença de três cromossomos 21 em todas ou na maior parte das células de um indivíduo. Isso ocorre na hora da concepção de uma criança. As pessoas com síndrome de Down, ou trissomia do cromossomo 21, têm 47 cromossomos em suas células em vez de 46, como a maior parte da população.

Fonte: http://www.informegoias.com.br/2018/07/25/um-goiano-deve-receber-o-titulo-de-mais-idoso-com-sindrome-de-down-no-brasil/

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