Pesquisa com foco em qualidade da inclusão profissional de pessoas com deficiência aponta que 81% das mulheres já enfrentaram capacitismo no trabalho

Publicado em: 06/10/2026


Estudo aprofunda aspectos qualitativos que demonstram pontos relevantes para melhoria da inclusão profissional de pessoas com deficiência.

Logo após o IBGE divulgar dados específicos sobre o perfil demográfico das pessoas com deficiência, em 18 de setembro, a pesquisa Radar da Inclusão 2026, realizada pela consultoria Talento Incluir em parceria com o Pacto Global da ONU – Rede Brasil, aprofunda aspectos qualitativos que demonstram pontos relevantes para melhoria da inclusão profissional de pessoas com deficiência.

“Apesar de nos depararmos com dados preocupantes, como o que indica que 3 a cada 4 pessoas com deficiência já vivenciaram ao menos uma situação capacitista no trabalho, acredito que esses números, por mais desafiadores que sejam, servem de base para compreendermos a realidade e avançarmos na construção de um mercado de trabalho mais inclusivo a cada ano.” declarou Carolina Ignarra, CEO e fundadora da Talento Inclusão, na divulgação do estudo.

Foto de Carolina Ignarra. Ela é uma mulher branca de cabelo e olhos castanho escuros, usa um óculo de grau com armação grande marrom escuro. Esté vestindo uma camiseta preta com a frase "Nada sobre nós, sem nós" e, por baixo, uma blusa de renda vermelha de mangas compridas.

A pesquisa contou com uma amostra significativa de 1.526 entrevistas online com pessoas que declaram ter alguma deficiência, com 16 anos de idade ou mais. Do total, 82% estão trabalhando ou buscando trabalho, 46% estão empregados (empresas e setor público) e 65% tem ensino superior ou mais.

Embora a amostra não represente o espelhamento do total de pessoas com deficiência no Brasil (14 milhões de pessoas com deficiência, 7% com ensino superior, 29% trabalhando), é relevante para evidenciar os desafios e conquistas das pessoas com deficiência que já estão no mercado de trabalho.

Embora seja crime passível de punição, o enfrentamento do capacitismo no ambiente de trabalho é um dos maiores obstáculos para o bom desempenho, e aumenta ainda mais quando é considerada a interseccionalidade. Do grupo entrevistado, 76% relatam que passaram por ao menos uma das seguintes situações: comentários capacitistas, discriminação por colegas ou lideranças, desqualificação profissional ou perda de oportunidades de promoção. O percentual chega a 84% entre pessoas com deficiência que também se declararam LGBTQIAPN+ e 81% entre mulheres cisgênero.

No grupo respondente, 39% são pessoas com deficiência física/motora, 15% com deficiência auditiva, 14% com deficiência visual e 9% com deficiência intelectual.

Terceira edição do levantamento Radar da Inclusão

Nas edições anteriores do Radar da Inclusão – Empregabilidade de Pessoas com Deficiência, o foco foi as condições de acesso, permanência e desenvolvimento profissional das pessoas com deficiência. Nesta terceira edição, o objetivo foi compreender o que precisa acontecer após o acesso para que a inclusão se concretize.

A pesquisa acompanha a trajetória do acesso à permanência, desenvolvimento e recolocação, identificando fatores que favorecem ou limitam a inclusão, com a finalidade de ampliar o debate sobre acessibilidade, equidade e diversidade para contribuir com ambientes e oportunidades efetivamente inclusivos.

O acesso à pesquisa integral é feito pelo link: https://lnkd.in/dPc2iR5X

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