30 Vozes: uma imersão no universo das pessoas com deficiência

Imagem do livro 30 vozes, que tem uma capa amarela com listras horizontais coloridas. Em um quadrado preto, está escrito 30 vozes, em amarelo e caixa alta. No canto direito, há uma lista com os nomes das pessoas que participam do livro, e abaixo, o logo da Câmara Paulista de Inclusão.

Publicado em: 08/07/2021


Livro reúne entrevistas de pessoas com deficiência que exercem um papel de protagonismo no segmento.

Por Fátima El Kadri

No aniversário de 30 anos da Lei de Cotas, a Câmara Paulista de Inclusão preparou um presente muito especial a todas as pessoas com deficiência ou aquelas que tenham interesse pela causa: é a edição do Livro 30 Vozes, que celebra não só a data, mas também a história de pessoas com deficiência cuja atuação é muito importante no movimento pelos direitos dessa população no Brasil. 

O livro é uma compilação das 30 lives (entrevistas online) realizadas por Tuca Munhoz e organizadas pela Câmara, durante todo o mês de junho de 2020, nas ações de comemoração dos 29 anos da Lei de Cotas. 

As conversas trazem um retrato do cenário passado e atual enfrentado pelas pessoas com deficiência, não apenas no âmbito profissional, mas em todas as áreas da vida. São abordados temas como preconceito, relacionamentos, sexualidade, luto pela não aceitação da deficiência, cidadania, mobilidade urbana, legislação e direitos que ainda precisam ser conquistados, entre outros assuntos, com o objetivo de provocar reflexões e alcançar as mudanças necessárias.

Outro ponto que merece atenção é o projeto gráfico da obra, que reúne recursos de acessibilidade. Isso significa que os elementos visuais, o formato e a organização do conteúdo foram cuidadosamente pensados para oferecer uma melhor experiência de leitura para todas as pessoas, tanto na versão digital (em PDF), quanto na versão impressa.

“Foram nove meses de intenso trabalho de uma competente equipe multidisciplinar, com a edição de Patrícia Strabeli e projeto gráfico de Fabio Silveira e Suzana Coroneos. Toda a dedicação e esforços foram pautados pela alegria de estarmos entre pessoas que têm propósito comum, e de saber que as 30 vozes terão um alcance abrangente e poderão ser referência para tantas outras pessoas que buscam sua autonomia e protagonismo, pois cada uma das 30 histórias vale a pena ser conhecida por muitas outras pessoas, com ou sem deficiência”, ressalta Ivone Santana, coordenadora do projeto. 

Veja, abaixo, quem faz parte do projeto 30 vozes:

  1. Carlos Ferrari – Diretor de Articulações da Organização Nacional de Cegos do Brasil e pessoa com deficiência visual.
  2. Paula Ferrari – influenciadora digital e cadeirante. 
  3. Rafael Giguer – Auditor Fiscal do Trabalho e pessoa com deficiência visual.
  4. Sandra Ramalhoso – ativista pelos direitos políticos da pessoa com deficiência, atua como Coordenadora da Pastoral da Pessoa com Deficiência e participa do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência
  5. Denise Mesquita – tem baixa visão e atua como consultora de audiodescrição.
  6. Paulo Barreto – professor de Design do Senac, cadeirante e dedica-se ao desenvolvimento de ferramentas de tecnologia assistiva. 
  7. Duda Schiavo –  influenciadora digital na área de acessibilidade e assistente de marketing da Natura, tem deficiência física.
  8. Mila Guedes – consultora de acessibilidade e inclusão e ativista, é cadeirante e tem uma forte atuação na causa das mulheres com deficiência.
  9. Willian Chimura – Youtuber e programador autista.
  10. Thierry Marcondes – trabalha na área de TI e é uma pessoa surda, que faz uso de um aparelho auditivo. 
  11. Dinaclea Galdino – atua na área de projetos de TI da Serasa Experian e tem deficiência visual, sendo responsável pelas tecnologias assistivas para os funcionários, e também é atleta de corrida de rua.
  12. Pedro Lang – Arquiteto e Urbanista; é cadeirante
  13. Marcelo Panico – pessoa com deficiência visual e ativista, atua na Fundação Dorina Nowill para Cegos e é presidente do CONSEAS — Conselho Estadual de Assistência Social.
  14. Denise Siqueira – profissional concursada e doutoranda na UFSC (Universidade de Santa Catarina), é cadeirante e membro do Comitê de Acessibilidade na UFSC.
  15. Francisco Nuncio  – presidente do Conselho Estadual para Assuntos da Pessoa com Deficiência em São Paulo (in memorian).
  16. Thays Martinez  – advogada e Conselheira do Conselho Nacional de Assistência Social, tem deficiência visual.
  17. Marco Santos – psicólogo e cadeirante.
  18. Ane Franco – maquiadora, modelo e cosmetóloga, é pessoa com deficiência física.
  19. Fernando Sampaio – Auditor Fiscal do Trabalho, tem uma síndrome chamada Osteogênese Imperfecta, popularmente conhecida como “ossos de vidro”.
  20. Manoel Negraes – escritor e pessoa com deficiência visual.
  21. Anita Gonçalves – atua na área de Recursos Humanos e tem deficiência auditiva.
  22. Djalma Scartezzini – Gerente de Diversidade e Inclusão, tem paralisia cerebral.
  23. Andrea Tucci – ativista e pessoa com deficiência visual.
  24. Suélen de Almeida  – consultora na área de inclusão e cadeirante. 
  25. Vitória Bernardes – Psicóloga e cadeirante, é fundadora do Coletivo Feminista Helen Keller.
  26. Gustavo Torniero – jornalista e ativista na área de acessibilidade e inclusão, é pessoa com deficiência visual.
  27. Rafael Ferraz – jornalista e músico; é tetraplégico.
  28. Nicolas Levada – atua na área de Marketing Digital e tem paralisia cerebral.
  29. Juliana Ribeiro – formada em Rádio e TV, fez parte da produção de um documentário sobre deficiência e sexualidade e tem a síndrome da osteogênese imperfecta. 
  30. Izabel Maria Loureiro Maior – médica, professora de medicina na Faculdade de Medicina da UFRJ e pessoa com deficiência física, foi a primeira pessoa com deficiência a ocupar o cargo de secretária nacional dos direitos da pessoa com deficiência, e é reconhecida como uma das ativistas mais importantes do movimento no Brasil.

O projeto foi realizado pela Câmara Paulista para Inclusão da Pessoa com Deficiência no Mercado de Trabalho Formal, coordenado pelo Instituto Modo Parités, e teve o apoio do Nurap – Núcleo de Aprendizagem Profissional e Assistência Social (que também ofereceu intérpretes de LIBRAS para todas as entrevistas em vídeo), com patrocínio do Ministério Público do Trabalho. Quem assina a obra é o Dr. José Carlos do Carmo, coordenador da Câmara Paulista de Inclusão, e Tuca Munhoz. O prefácio é de Sofia Vilela de Moraes e Silva, Procuradora do Trabalho e mestre e doutora em Direito.

As entrevistas e o livro (físico e PDF navegável) integrarão o acervo do Museu da Inclusão, e a versão digital será disponibilizada para download gratuito após o lançamento, que acontece no dia 23/07, dentro dos eventos de comemoração pelos 30 anos da Lei de Cotas. Confira aqui a agenda completa e programe-se! 

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