Acesso ao emprego formal é o grande desafio de pessoas com deficiência

Cláudio está em uma cadeira de rodas. Ele não tem parte dos braços. É moreno, tem a pele clara e cabelos lisos e castanhos. Usa agasalho vermelho e preto
Cláudio Medina Junior, de 34 anos: primeiro emprego formal foi no call center da TIM há 11 anos. Agora está no setor premium do atendimento corporativo

Publicado em: 25/09/2017


O dia 21 de setembro foi oficializado em 14 de julho de 2005 pela Lei Federal nº 11.133 como Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência. A data foi escolhida por sua proximidade com a Primavera e o Dia da Árvore, representado o nascimento de reivindicações pela cidadania e a participação plena da pessoa com deficiência em igualdade de condições.

O acesso ao mercado de trabalho, ao emprego formal, a oportunidades e promoções dentro das empresas é o grande desafio de pessoas com deficiência no Brasil. Amparados pela Lei nº 8.213/1991, chamada de Lei de Cotas, profissionais com deficiência conseguiram espaço em corporações e, com base em suas qualificações, habilidades e conhecimentos, chegaram a posições de liderança.

No escritório da TIM Brasil em Santo André, no ABC Paulista, o consultor de relacionamento Cláudio Medina Junior, de 34 anos, circula com sua cadeira de rodas há 11 anos.  Seu primeiro emprego formal foi em 2006, para trabalhar no call center, agora está no setor premium do atendimento corporativo.

Cláudio destaca que a falta de acessos é um dos maiores bloqueios para a inclusão, mesmo em companhias que oferecem boas oportunidades. “Isso impede muitas pessoas com deficiência de aceitarem as propostas. Há posições sem condições de receber todos”.

O funcionário ganhou destaque por sua habilidade em falar e ouvir, prática essencial no relacionamento com o cliente. “Não há dificuldades, é questão de adaptação e treino. Trabalho com isso há bastante tempo”, diz.

“É importante que as empresas tenham essa atenção com a acessibilidade, porque faz toda a diferença”, diz Cláudio, que usa a cadeira de rodas por causa das sequelas da deformação congênita. “Muitas pessoas capacitadas não conseguem boas oportunidades no mercado de trabalho. Quando comecei, era muito mais difícil encontrar empresas que investissem em inclusão. Hoje isso melhorou, mas ainda precisa de muita conscientização, pois a inclusão dentro das empresas é muito necessária”, conclui.

Fonte: http://brasil.estadao.com.br/blogs/vencer-limites/inclusao-nas-empresas-e-importante-e-necessaria/

 

Por Stela Masson, 24/09/2017

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