Centenas de pessoas com deficiência buscaram emprego no dia DIA D

Descrição da imagem: Longa fila de pessoas para se cadastrar a vagas de emprego no Dia D.
Fila de candidatos às 1.200 vagas oferecidas no último Dia D, realizado em todo Brasil pelo Ministério do Trabalho e Sine. Na capital paulista, o evento aconteceu na Uninove. Fotos: Fábio Nunes

Publicado em: 02/10/2017


A inclusão de pessoas com deficiência no mercado formal de trabalho ainda é pequena, apesar da importância social e da obrigatoriedade legal dessa prática. Por isso, na última sexta-feira (29/9) o Ministério do Trabalho e o SINE se mobilizaram em várias partes do país para promover o DIA D – evento que aproxima os profissionais com deficiência das empresas que oferecem as vagas.

“Nosso sentimento é que foi um sucesso”, disse a auditora fiscal do Trabalho, Fernanda Maria Pessoa di Cavalcanti, Responsável Nacional pelo Projeto de Inserção de Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho Secretaria de Inspeção do Trabalho/MTb.

Na capital paulista, onde há cerca de 500 mil pessoas com deficiência e economicamente ativas – mas apenas 8% inseridas formalmente no mercado -, o DIA D atraiu 49 empresas com vagas e aproximadamente 1500 candidatos até a Uninove, universidade que abrigou esta edição do evento. Os salários oferecidos pelas empresas participantes variaram desde um salário mínimo até quase 5 mil reais.

Segundo o médico do trabalho José Carlos do Carmo, dr. Kal, auditor do Ministério do Trabalho e coordenador da Câmara Paulista para Inclusão, as empresas com mais de 100 funcionários não têm a opção de deixar de contratar pessoas com deficiência, nem o fazem por caridade.  “O DIA D foi uma demonstração inequívoca de que pessoas com deficiência estão em busca de espaço no mercado. É uma obrigação legal, fiscalizada Pelo Ministério do Trabalho, e as empresas que não cumprem a Lei recebem pesadas multas, mesmo que não seja esse o nosso objetivo”, disse.

Instituída há 26 anos no Brasil, a Lei de Cotas (8.213/91) determina que a empresa com 100 ou mais empregados deverá preencher de 2% a 5% de seus cargos com beneficiários reabilitados ou pessoas portadoras de deficiência habilitadas. A lei determina a obrigatoriedade da observância da contratação mínima, sob pena de autuação através de multa administrativa.

Para Nalva Cruz, secretária adjunta da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência, a ideia principal do DIA D é que a empresa tenha esse primeiro contato com o candidato, conheça suas habilidades e agende uma entrevista. Devido a grande procura por vagas, registrada no último DIA D, o coordenador da Câmara para Inclusão, dr. Kal, informou que outros eventos semelhantes “poderão ocorrer em diferentes regiões da cidade e focados em setores específicos,  como telemarketing, comércio, indústria, educação, entre outros”.

Veja uma das reportagens do DIA D, transmitida em telejornal que cobriu o evento.

 

 

Por Stela Masson, 2/10/2017

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