Com a metodologia de emprego apoiado, Apae de São Paulo comemora a milésima inclusão profissional

Descrição da Imagem: Fotografia de Valquiria, uma mulher que usa óculos e tem cabelos escuros na altura do ombro. Está sentada em sua mesa de trabalho que possui um computador e papéis. Veste uma camiseta cor de rosa e está sorrindo.
Valquíria Ribeiro Barbosa, gerente de Serviços Sócio Assistenciais da APAE SP

Publicado em: 02/06/2016


O emprego apoiado é uma metodologia que auxilia pessoas adultas com deficiência intelectual na busca de trabalho adequado. Utilizada nos Estados Unidos e em países da Europa, como Portugal e Espanha, há três anos passou a ser oferecida também pela Apae de São Paulo e a instituição acaba de comemorar a milésima inclusão profissional conquistada por esse processo.

Segundo Valquíria Ribeiro Barbosa, gerente de Serviços Sócio Assistenciais da Apaesp, os apoios necessários incluem o acolhimento da pessoa com deficiência, a análise de seu perfil laborativo, a procura por vagas, a qualificação profissional com a tecnologia a ser utilizada, a sensibilização da equipe de trabalho, e o acompanhamento do profissional empregado durante um ano. “A taxa de permanência que temos alcançado graças a essa metodologia é de 98%”, destaca Valquíria.

Descrição da Imagem: Fotografia de uma turma de aprendizes da APAE. Quatro mulheres estão em uma cozinha vestindo avental preto e toucas. Uma delas mexe em uma panela que está no fogão com colher de pau enquanto as outras observam. Todas estão sorrindo.

Turma de Aprendizes da APAE

Respeitar o limite de cada tipo de dificuldade cognitiva é uma das tarefas das psicólogas e assistentes sociais que aplicam o processo do emprego apoiado nas pessoas que buscam esse auxílio. Entre as vagas mais ocupadas, destacam-se: jovem aprendiz, repositor de estoques, auxiliar de cozinha e almoxarifado.

Os apoios favorecem e facilitam não só no desempenho das funções por parte dos contratados, como também ajudam a quebrar as barreiras atitudinais de gestores e equipes. Os profissionais com deficiência intelectual estão entre os que menos têm acesso a vagas, por isso a tendência é que com o emprego apoiado, o espaço para contratação seja cada vez maior nas empresas que atendam à Lei de Cotas. Para Valquíria, “ao dar apoio é preciso respeitar o limite de cada caso. Esse é o caminho mais curto para obter o desenvolvimento esperado e a eficiência na função desempenhada”.

 

 

Voltar para Notícias