Comando facial capaz de mover cadeira de rodas é criado por brasileiros

Fotografia de uma mulher jovem, aparentando pouco mais de 20 anos, destaca em gráfico branco os pontos da face, interligados em linhas

Imagine ser capaz de mover uma cadeira de rodas com o rosto? Pois cientistas brasileiros criaram condições para isso. A novidade, batizada como Wheelie 7, foi anunciada pela Agência Fapesp e já está sendo comercializada no mercado norte-americano.

O sistema de reconhecimento facial foi desenvolvido em São Paulo por pesquisadores da Hoobox Robotics. Ele permite que as imagens das expressões faciais dos usuários, captadas por uma câmara e decodificadas por um pequeno computador, movimentem cadeiras de rodas. A novidade, que gera autonomia até mesmo para pessoas com tetraplegia ou doenças degenerativas, tem o apoio da Fapesp, e PIPE – Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas.

“O sistema é capaz de capturar informações de quase 100 pontos do rosto de uma pessoa, como o formato da boca, do nariz, dos lábios e a cavidade dos olhos, com alta precisão”, afirmou Paulo Gurgel Pinheiro, CEO da Hoobox Robotics. Até agora, 10 comandos coordenam os movimentos da cadeira de rodas e o sistema desconsidera expressões espontâneas, como espirros e bocejos, evitando acidentes indesejados.

Sessenta pessoas estão utilizando o equipamento e outras 300 aguardam na fila de espera. O Wheelie 7 não é vendido, mas utilizado através de um sistema de assinatura, que custa US$ 300 mensais.  “Essa foi uma forma que encontramos para subsidiar o custo do kit e, ao mesmo tempo, avaliar como é o uso dele no dia a dia dos usuários para melhorá-lo”, justifica o executivo.

Os planos são muitos, de aumentar o uso da tecnologia até a viabilidade da comercialização no Brasil. Não apenas para Pessoas com Deficiência, para uso hospitalar e até mesmo em casa, em situações de prevenção de riscos.

Leia a reportagem na íntegra em:

https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2019/02/03/brasileiros-criam-sistema-que-move-cadeira-de-rodas-com-expressoes-faciais.htm

Texto:

Adriana do Amaral

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