Livro organizado por autistas discute as relações entre linguagem e autismo

imagem da capa do e-book, de fundo laranja. Acima, está escrito em branco o texto: Orgs: Luiz Henrique Magnani | Gustavo Henrique Rückert. Abaixo, a ilustração de três mãos abertas nas cores amarela, laranja e branca, na sequência o título escrito em caixa alta, nas cores branca e amarela: Linguagem e Autismo. Logo abaixo, em letras brancas de tamanho menor, o subtítulo: conversas transdisciplinares.

Publicado em: 09/11/2021


As formas e a compreensão da linguagem no Transtorno do Espectro Autista são o tema central do e-book Linguagem e Autismo – Conversas Transdisciplinares, lançado pela Editora Bordô Grená. 

Por Fátima El Kadri 

A obra Linguagem e Autismo  – Conversas Transdisciplinares, foi organizada por Luiz Henrique Magnani e Gustavo Henrique Rückert, ambos  doutores na área da Linguagem na Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), e diagnosticados com o Transtorno do Espectro Autista (TEA).

A proposta dos autores é confrontar o que foi pré-estabelecido a respeito da pessoa que está dentro do espectro autista, que, segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, no geral, é caracterizada por déficit nas questões de linguagem.

“Luiz Henrique já era doutor em Letras quando diagnosticado; Gustavo, doutor em Literatura – ambos professores da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM). Professores, pesquisadores, autores justamente na área da linguagem, não nos reconhecíamos como deficitários. E isso não era apenas um entendimento pessoal” (…). A linguagem autista é heterogênea e não pode ser fechada em uma simples e definitiva conceituação, e a situação só se agrava quando tal concepção não está dialogando com pressupostos atualizados da área”, dizem os autores.

Eles enfatizam, ainda, as variações que existem entre as formas de expressão de cada um. “Há autistas que se comunicam oralmente, há autistas que se comunicam por escrito, há autistas que se comunicam com recursos de comunicação alternativa, há autistas com linguagem corporal muito desenvolvida, há autistas pouco afeitos à linguagem corporal, há autistas com dislexia, há autistas com hiperlexia, há autistas cantores, atores, escritores, desenhistas, ou professores, como nós. Tudo isso em uma combinação indeterminada e infindável de fatores”.

Pensando nisso, eles reuniram uma série de estudos sobre o tema, de pesquisadores autistas e não-autistas, trazendo novas visões sobre as relações entre a linguagem e o Transtorno do Espectro Autista. 

O e-book está disponível para download gratuito. Para acessá-lo, clique aqui.

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