Mais de 6,5 mil candidatos foram encaminhados a entrevistas de emprego durante o 7º Contrata SP

Fotografia mostra candidato em sua cadeira de roda esperando a vez para ser atendido na mesa de seleção; Ao lado dele, outra candidata veste moletom na cor presta onde está escrito: Diversidade e Inclusão

Publicado em: 01/08/2019


A cada edição o Contrata SP se firma como uma vitrine profissional para profissionais com deficiência. No dia 18 de julho, 50 empresas ofereceram 1225 vagas formais de emprego e 6520 candidatos foram encaminhados para seleção e/ou efetivação da contratação. No decorrer do dia também foram emitidos documentos, orientação sobre direitos e encaminhamentos para aperfeiçoamento profissional.

Este ano, foi testada uma novidade que pode se tornar prática nas próximas edições: a avaliação do Laudo Caracterizador da Pessoa com Deficiência, graças ao apoio voluntário de uma empresa de segurança e medicina do Trabalho. “Durante o projeto-piloto, foram avaliadas 50 laudos. O objetivo era saber se a pessoa com deficiência se enquadra ou não no critério da Lei de Cotas”, contou a secretária-adjunta da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência, Marinalva Cruz.

Segundo ela, foram realizados 33 atendimentos. Vinte e três candidatos foram considerados aptos a serem incluídos na Lei de Cotas e direcionados para o mercado de trabalho, três deles não se enquadram na legislação e outros três foram encaminhados para emissão do laudo por um especialista para confirmação da deficiência mental/intelectual.

Cinco candidatos por vagas

Apesar do esforço das empresas, ainda falta muito para o cumprimento da Lei de Cotas. Durante o mutirão, a proporção de candidatos pelo total de vagas foi de.5,3, mas esta relação muda consideravelmente quando avaliados o perfil profissional e das vagas oferecidas.

Embora 42% dos candidatos terem comprovado que concluíram o Ensino Médio, somado aqueles que não completaram o nível exigido pela maioria das empresas soma 16% do total (7% ensino médio incompleto, 4% fundamental completo e 5% fundamental incompleto), o que restringe a possibilidade de inserção pelo trabalho.  Por outro lado, chama à atenção a qualificação dos profissionais: 21% têm diploma universitário, 13% estão concluindo ou têm curso superior incompleto, 5% são pós-graduados, um por cento têm especialização e dois por centro cursos técnico.

Apenas 5,9% dos candidatos buscavam o primeiro emprego e a maior parte buscava recolocação. A área administrativa é a mais recorrente a partir da experiência comprovada (39,5%) seguida por serviços gerais (10,3%), industrial  (6,8% ), saúde (3,4%), educação (1,9%), comércio (7,7%), jurídica  (1,3%). Também comprovaram experiência nas áreas: telecomunicações (3,8%), transporte (3,1%), tecnologia (2,7%), governamental (0,3%), segurança (1,7%) enquanto 11,6% vieram de áreas distintas.  A maioria dos candidatos, 99%, aceitaram compartilhar o currículo com as empresas participantes.

Perfil dos candidatos

Graças a iniciativas como esta, numa ação conjunta das Secretarias Municipais da Pessoa com Deficiência (SMPED) e de Desenvolvimento Econômico e Trabalho (SMDET) com a colaboração do Centro de Apoio ao Trabalho e Empreendedorismo (CATe) , da Subprefeitura da Sé, em parceria com instituições e empresa, está sendo traçado o perfil das Pessoas com Deficiência que buscam trabalho na capital paulista.  A partir dos dados das edições anteriores do, verificou-se que cerca de 10% dos candidatos, entre Pessoas com Deficiência ou Reabilitados do INSS retornaram ao mercado formal de trabalho graças ao Contrata SP. Ou seja, quase 600 profissionais, levando em conta a permanência no emprego.

Dentre os candidatos que recorreram ao mutirão durante as férias de julho, metade (51%) afirmou terem deficiência congênita; 12% foram vitimados por acidentes de trabalho ou doença ocupacional, quando adquiriram a deficiência; 6% sofreram acidentes de trânsito; 3% tiveram sequelas de procedimentos cirúrgicos e 1% tornaram-se pessoas com deficiência pela violência urbana. Vinte e sete por cento preferiram não informar a origem da deficiência.

A maior parte deles, (79%) residem na capital, 14% na região da grande São Paulo e 7% vieram de outros municípios. Quanto à etnia, 53% do público declararam-se branco, 30% pardo, 10% preto, 3% da raça amarela e 4% prefiram não se manifestar. Quarenta por cento são homens e  apenas 5% não possuem laudo médico e/ou técnico caracterizador que comprove a deficiência.

Mobilidade e comunicação. Levando em consideração as especificidades dos candidatos com deficiência física, quanto ao ir e vir, 2% dos candidatos transita pela cidade com cadeiras de rodas manual e 1% motorizada, 3% têm prótese e/ou órtese, 4% são utilizam o suporte de muleta, bengala e/ou andador.  Dentre os que têm deficiência auditiva, 7% fazem leitura labial, 11% se comunicam através da Língua Brasileira de Sinais, 7% usam aparelho auditivo e/ou implante coclear e 1% fazem uso da Libras tátil, tadoma e/ou fala ampliada. Quanto aos profissionais com deficiência visual, 1% é usuário de software leitor de tela, 2% utilizam lupa e/ou fonte ampliada e 1% fazem uso de bengala e/ou cão guia. Chama a atenção o número de candidatos que não utilizam nenhuma tecnologia assistiva ou declararam não necessitar de adaptação (48%). Doze por cento do total, pelo contrário, afirmaram necessitar desses recursos.

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