Mulheres surdas buscam a Justiça por falta de acessibilidade

ilustração em fundo cinza e preto mostra o rosto e mãos de uma mulher chorando. Linhas pretas cobrem os seus lábios e junto com uma espécie de arame farpado, na cor roxa, seguram as suas mãos

A notícia publicada no Jornal O Globo constata que mulheres surdas não conseguem registrar denúncias de violência doméstica por falta de intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais) nas delegacias. Os casos são recorrentes numa das mais importantes cidades brasileiras, a capital do Rio de Janeiro.

Uma das vítimas, que requereu medida protetiva contra o seu agressor na Delegacia da Mulher levou anos até que a ação fosse registrada. Ela correu risco de morte por não conseguir se comunicar. A denúncia apenas foi formalizada no mês de abril (a primeira tentativa foi em 2014) com a ajuda de uma intérprete voluntária.

À reportagem, com a interpretação de um intérprete, a mulher surda contou que registrou o Boletim de Ocorrência por escrito através de mímicas. Disse que se sentiu “exposta” por não ter conseguido a ajuda que precisava. “Tem de haver um apoio humano e tecnológico”, desabafou.

Ainda segundo a reportagem, a ausência de intérpretes de Libras é sentida também em hospitais e serviços públicos. Nem mesmo o Núcleo de Atendimento à Pessoa com Deficiência do Rio de Janeiro colaborou com a vítima, alegando que seria uma obrigação da delegacia. A Central Carioca de Intérpretes de Libras mantém um serviço de interpretação, no entanto dispõe apenas de três profissionais para atender o Estado, com horário marcado.

Texto: Adriana do Amaral

Leia a matéria na íntegra em:

https://oglobo.globo.com/sociedade/celina/mulheres-surdas-nao-conseguem-denunciar-violencia-domestica-por-falta-de-interpretes-23597017

Voltar para Notícias