Novo secretário quer que inclusão seja tema transversal na gestão municipal de São Paulo

Descrição de Imagem: Fotografia de Cid Torquato. A foto mostra somente a parte de cima do secretário Cid Torquato, é um homem branco de cabelos curtos e grisalhos, veste uma camisa azul claro e um paletó escuro, está sorrindo.
O fortalecimento da interlocução com as demais Secretarias Municipais, pautando as questões ligadas à deficiência de forma transversal, é a base do programa da pasta de Cid Torquato

Publicado em: 01/01/2017


  1. Dia 1º de janeiro foi empossado, como secretário da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida do Governo Municipal da Cidade de São Paulo, Cid Torquato, especialista em políticas de inclusão, advogado pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco, da Universidade de São Paulo (USP), com especialização em Direito Empresarial. Ele foi executivo da Lowe & Partners América Latina e diretor de marketing e comunicação corporativa da Starmedia Networks. Especialista também na área de Informática, Cid Torquato atuava, entre outras atividades, como consultor e palestrante para grandes empresas e instituições quando, durante visita à Croácia, a convite da ONU, em 2007, um acidente o deixou tetraplégico.

Nos últimos anos Cid Torquato atuou como Secretário Adjunto da Secretaria de Estado dos Direitos das Pessoas com Deficiência do Estado de São Paulo (SEDPcD) e, antes, foi Coordenador de Relações Institucionais da mesma Secretaria.e, antes, foi Coordenador de Relações Institucionais da mesma Secretaria.

Cid Torquato falou para o site da Câmara Paulista para Inclusão da Pessoa com Deficiência no Mercado Formal de Trabalho, dias antes de ser empossado. Acompanhe conosco esse bate papo e conheça seu plano de governo.

Câmara Paulista para Inclusão: Quais as prioridades do seu programa frente à secretaria da  Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida do Município de São Paulo?

Cid Torquato: Uma das diretrizes principais de minha gestão à frente da Secretaria Municipal (SMPED) é o fortalecimento da interlocução com as demais Secretarias Municipais, pautando as questões ligadas à deficiência de forma transversal. Nesse sentido, teremos algumas prioridades:

  • Fortalecer a Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA), buscando desenvolver mecanismos que ampliem seu protagonismo em diferentes frentes (capacitação, avaliação técnica e certificação);
  • Articular com a Secretaria Municipal das Prefeituras Regionais, para alinhar as atribuições do “Responsável Técnico para Assuntos das Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida”, função instituída pela Portaria Intersecretarial SMPED/SMSP nº 46/2013. A ideia é que esse cargo seja o representante da SMPED/Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA) dentro de cada Prefeitura Regional, acompanhando os projetos e obras locais de acessibilidade e centralizando as demandas da região;
  • Implementar o “Observatório Municipal da Política da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida”, que tem como objetivo principal permitir o acompanhamento, monitoramento e avaliação de ações, projetos, programas e serviços direcionados às pessoas com deficiência na Prefeitura de São Paulo, por intermédio do cruzamento de bancos de dados setoriais. O intuito é aprimorar a produção e análise de dados estatísticos relativos às pessoas com deficiência residentes no município de São Paulo e aos serviços e políticas públicas existentes;
  • Fortalecer o Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência (CMPD), sendo este um dos principais canais para receber e entender as demandas da população com deficiência;
  • Consolidar a Política Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida.

Câmara Paulista para Inclusão: A padronização das calçadas é uma das medidas a serem tomadas em sua gestão?

Cid Torquato: A questão das calçadas será uma prioridade da gestão Doria como um todo, não apenas da Secretaria da Pessoa com Deficiência. Em São Paulo, 6% das calçadas recebem 60% do tráfego de pedestres. Já temos esses locais mapeados. A ideia agora é realizar um planejamento de intervenções para os próximos quatro anos, envolvendo as Prefeituras Regionais e os proprietários de imóveis, hoje responsáveis pelas calçadas.

 

Por Stela Masson, 28/12/2016

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