Organização ajuda a incluir pessoas com deficiência intelectual no trabalho

Descrição de Imagem: Fotografia da oficina da OAT com participantes do Programa Expressão Artística. Mostra um profissional da OAT pintando o telhado da uma maquete de uma casa junto com um jovem atendido pela instituição. Os dois seguram pinceis e pintam o telhado de laranja.
Programa de Expressão Artística, onde os atendidos fazem a montagem de uma maquete da OAT

Publicado em: 11/12/2016


A OAT  (Orientação, Apoio e Trabalho) é uma organização que há 60 anos atua com o acolhimento da pessoa com deficiência intelectual. Para dotar de autonomia e qualidade de vida a realidade dos atendidos, a  OAT busca desenvolver planos individuais junto com as respectivas famílias e adequados às comunidades onde elas se inserem.

“A pessoa com deficiência intelectual é muito marginalizada”, afirma Marcia Rocha Mello, psicóloga e diretora voluntária para a área de inclusão no mercado de trabalho da OAT. “Muitas vezes, além da deficiência, falta afeto, nutrição, relacionamento social, ou seja, direitos fundamentais”.

As atividades da OAT são orientadas através de um tripé: assistência (para organização da vida do atendido junto a sua família, seguindo metas de autonomia traçadas); educação (programas de estimulação e atividades culturais/corporais orientadas para mudanças cognitivas), e inclusão (diagnóstico, processo seletivo, integração com gestores e acompanhamento mensal).

“Nem todos os atendidos vão para o mercado de trabalho”, explica a diretora. Mas ao passarem pelos processos de assistência e educação, alguns demonstram vocação para a rotina de trabalho e estes são inseridos no processo de inclusão. “Para estes, buscamos aprofundar a vocação, a partir do desejo que a pessoa tem”, completa a psicóloga.

Na busca de colocação aos candidatos, a OAT faz uma investigação seletiva, para saber se a organização quer apenas cumprir a Lei de Cotas. “Não trabalhamos, por exemplo,  com empresas que vão abrir uma área específica para pessoas com deficiência. Isso é segregá-las”.

O critério para envio do candidato para a vaga é que a contratante flexibilize cargos e requisitos necessários para a função. “Para ser inclusiva de fato, a empresa precisa ser flexível e querer aprender sobre essa realidade e assim adequar a cultura organizacional à inclusão”, explica.

No processo de encaminhamento do profissional com deficiência, a OAT faz a intermediação da conversa entre o candidato, a família e o RH da companhia. Após a contratação, tem início um acompanhamento mensal junto ao contratado, sua equipe e o gestor. Esse processo pode se estender até um ano, dependendo da necessidade. Após esse período, o monitoramento passa a ser eventual como, por exemplo, em caso de mudança de gestor, ou desejo de trocar de emprego por parte do contratado.

Atualmente 25 empregados estão sendo monitoradas pela OAT, mas muitos outros já ultrapassaram essa fase. “Todo mundo consegue aprender, se recebe o acompanhamento necessário”, garante a diretora de inclusão.

Os recursos da OAT são provenientes de doação direta (a Comunidade Shalom é a principal mantenedora, além de convênios com órgãos públicos, como a secretaria de Assistência Social, doações diversas e cupons de nota fiscal).

Endereço da OAT: Rua Barão de Aguiar, 108 – Campo Belo – SP.

Fone: (11) 5042-8862

Site: www.oat.org.br; e-mail: [email protected]

 

Stela Masson, 2/12/2016

 

 

 

 

 

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