Plenária da Câmara Paulista de Inclusão reuniu especialistas em autismo

Descrição das imagens: 3 fotos. Uma mostra as pessoas conversando durante o café, outra mostra Marinalva Cruz, secretária adjunta da secretaria municipal da pessoa com deficiência ao microfone, ladeada pelo dr. Kal, auditor do Ministério do Trabalho e coordenador da Câmara para Inclusão, e uma foto do público, com as cadeiras do auditório tomadas pelos participantes.

No último dia 17 de agosto, quinta-feira, cerca de 200 representantes de empresas públicas, privadas,instituições e entidades de classe estiveram reunidas à convite da Câmara Paulista para Inclusão da Pessoa com Deficiência no Mercado de Trabalho. O encontro trouxe o tema do TEA – transtorno do espectro do autismo, e trouxe especialista para falar sobre o assunto.

Dr. José Carlos do Carmo – Kal, auditor do Ministério do Trabalho e Coordenador da Câmara abriu o encontro informando que, do ponto de vista legal, as pessoas do espectro do autismo têm acesso aos direitos previstos pela LBI – Lei Brasileira de Inclusão. Ele agradeceu a presença de todos, deu as boas vindas e resgatou a celebração dos 26 anos da Lei de Cotas (24.07 na Praça das Artes), que contou com cerca de 500 participantes.

Marcelo Vitoriano, diretor geral da Specialistern, empresa que trabalha com a inclusão de pessoas com autismo, apresentou dados sobre a vida adulta, dificuldades e habilidades características. E considerou que as equipes de RH estão desperdiçando talentos ao não contratarem pessoas com autismo, lembrando que é possível fazer uma inclusão de qualidade das pessoas com autismo, desde que elas recebam os apoios necessários.

Fernanda Lima, diretora de Formação da Specialisterne, contou que a empresa nasceu da inspiração a partir de um pai de uma criança com autismo que identificou a extrema capacidade de memorização de seu filho. Ela também apresentou dados publicados em outros países, que mostram que o autismo ocorre em uma a cada 61 pessoas e  a prevalência é de uma menina para cada 4 meninos.

Fernanda destacou ainda que pessoas com autismo e síndrome de Asperger têm habilidades importantes e valorosas para o mercado de trabalho, como paixão pelos detalhes, constância, memória, facilidade para processamento de dados e identificação de erros, honestidade, e por isso podem ser empregadas em diversas áreas. Contatos com a specialisterne: br.specialisterne.com E-mail: contato.br@specialisterne.com.br

Carolina Ramos, coordenadora pedagógica de uma das três unidades da AMA – ONG formada há 34 anos por um grupo de pais de pessoas com autismo, lembrou que a inclusão tem que ser cuidadosamente planejada para os que tem condições e habilidades para isso, pois a pessoa com autismo tem problemas na interação social, fato que não se resolve somente por ela estar no meio de outras crianças ou de outras pessoas. Cursos e palestras gratuitas, no site da AMA: falecomaama@ama.org.br  E-mail:carolinaramos@ama.org.br

Joana Portolese, psicóloga especialista em neuropsicologia, coordenadora da equipe multiprofissional do Ambulatório Autista do Hospital Sabará, levou vários dados importantes, incluindo um levantamento feito pelo site “autismo e realidade” com 558 respondentes (pessoas autistas com mais de 21 anos de idade), que apurou entre outras coisas que: 63,3% dos questionário foi preenchido pelos pais; 78,7% são solteiros; 15,2% casados; 9,1% têm ensino superior completo; 9,9% têm pós-graduação; 78% não trabalha; 79,9% reside com os pais e 14% trabalha regularmente. Autismo e realidade: www.autismoinstitutopensi.org.br

 

Veja nas fotos imagens da Reunião.

Marinalva Cruz, secretária adjunta da SMPED, ao lado de dr. Kal do Carmo, Auditor do Ministério do Trabalho, coordenador do projeto de Inclusão das Pessoas com Deficiência no Mercado

Convidados da Câmara durante o café

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por Stela Masson, 23/8/2017

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