Plano de Desenvolvimento Individual é recurso para desenvolvimento de surdocegos

A forma mais simples de comunicação com a pessoa surdocega é desenhar as letras de forma com o dedo indicador na palma de sua mão. Neste caso, é preciso que o interlocutor saiba as letras maiúsculas do alfabeto.

Publicado em: 28/06/2016


O dia 27 de junho marca o Dia Internacional da Pessoa Surdocega, por ser a data de nascimento da escritora americana Helen Adams Keller, em 1880. Ela foi a primeira pessoa surdocega do mundo a alcançar a universidade, além de tornar-se ativista e palestrante da causa.

Acredita-se que cerca de 80 a 90% das informações recebidas pelos seres humanos advém de duas formas: a visual e a auditiva. Por ser desprovida desses dois sentidos importantes, muitas vezes a pessoa com surdocegueira fica isolada das informações do mundo que a cerca e necessita, portanto,  utilizar ainda mais os sentidos remanescentes que estão intactos, como olfato, paladar e tato. No Brasil, a educação de surdocego existe há cerca de 30 anos, mas só a partir de 1990 houve um impulso, graças ao apoio de instituições estrangeiras na promoção de cursos de capacitação e promoção de eventos.

O PDI – Plano de Desenvolvimento Individualizado, é uma forma recente de plano de trabalho e vem se tornando popular no âmbito da Educação Especial para surdocegos, com diversas denominações diferentes. É um instrumento que visa a melhor forma de indicar os serviços, levando em consideração os interesses do aluno e de sua família, suas necessidades e potencialidades.

A forma mais simples de comunicação com a pessoa com surdocega é desenhar as letras de forma com o dedo indicador na palma de sua mão. Neste caso, é preciso que o interlocutor saiba as letras maiúsculas do alfabeto.

A surdocegueira  remete as pessoas  à  condição mais temida pelos seres humanos: o “estar sozinho” como sinônimo de abandono, distinto de “solitude” que se pode desfrutar. Alex Garcia é considerado o “pai” da surdocegueira  no Rio Grande do Sul, por coordenar e estruturar programas de atendimento domiciliar, médico e educacional para pessoas com perda total ou parcial de audição e visão, simultaneamente. Primeiro surdocego a cursar uma universidade no Brasil, Alex é dono de uma força de vontade inabalável: “Eu nunca concordei e jamais vou concordar em rastejar.  Eu desejo, eu preciso voar. Observo a vida das relações humanas e o mundo, e minha criticidade não quer calar”.

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