Tornar as praias acessíveis é o objetivo do projeto Praia para Todos

Foto de dois voluntário vestidos com camisas amarelas e shorts pretos, saindo do mar e puxando uma mulher em uma cadeira de rodas especial, com o assento de material permeável e de rodas largas. Eles parecem estar conversando.

Publicado em: 11/01/2019


Neste calor de verão, todos querem se refrescar. Melhor ainda se puder aproveitar a costa brasileira, conhecida pelas suas praias numerosas, de rara beleza, porém inacessíveis para a maioria da população com deficiência. O projeto Praia para Todos pretende mudar este cenário na inclusão dos banhistas – e turistas.

Com o suporte do Instituto Novo Ser, e apoio financeiro de empresas, o Praia para Todos oferece, gratuitamente, banho de mar, piscina infantil, frescobol adaptado, vôlei sentado, handbike, stand up paddle.

“Atualmente as atividades as atividades estão concentradas no Rio de Janeiro, mas queremos expandir para outros locais. A praia deve ser acessível para todos”, afirmou à reportagem da Câmara Paulista, o coordenador Anderson Fernandes. Ele conta que o projeto se iniciou com uma experiência familiar, quando o irmão tornou-se paraplégico após um acidente de carro.

Com a alta temporada, a ação acontece aos sábados e domingos, nas praias de Copacabana (Posto 5,5) e Barra da Tijuca (Posto 3) até o mês de abril, sempre no período entre 9 e 14 horas).

Superadas as dificuldades iniciais e motivados pela energia e amor pelo esporte de Ricardo Fernandes, presidente da Ong, o Praia para Todos celebrou uma década de atividades. Neste período,  propiciou banhos de mar/atividades a beira-mar para quase 30 mil pessoas com deficiência.

foto de várias pessoas com deficiência e voluntários vestidos com camisas amarelas. Todos estão perto da praia, com o mar à altura do peito.

A força do voluntariado 

As atividades são gratuitas e inclusivas para pessoas com as diversas deficiências, inclusive idosos (restrição de mobilidade).

Em todas as ações um coordenador monitora e orienta o grupo de facilitadores, todos voluntários e, em sua maioria, profissionais de saúde e educação física, com muita habilidade e simpatia conseguem vencer a insegurança e timidez inicial dos banhistas, por meio da confiança. Como retribuição,  são contagiados pela alegria dos banhistas que auxiliam.

O adolescente Vinícius, que se tornou paraplégico após um acidente, relata que enfrenta dificuldade de acessar a praia devido aos muitos obstáculos, que vão desde o estacionamento aos buracos na areia. Ciclista (handbike), ele gostaria que o projeto fosse estendido para outras praias cariocas e do litoral brasileiro.

Saiba mais em:

http://www.praiaparatodos.com.br/

Texto: Adriana do Amaral

 

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