Trabalhador com prótese atua em plataforma petrolífera

duas fotografias do arquivo pessoal de Felipe mostram ele, vestido de uniforme, no ambiente de trabalho: a plataforma marítima. Na primeira, ele aparece de pé, mostrando a prótese na perna direita e na segunda foto ele posa fazendo o sinal de positivo tendo ao fundo o mar

Publicado em: 22/04/2019


Um acidente de trabalho gerou a amputação da parte inferior da perna direita do analista ambiental, Felipe do Carmo. Isso aconteceu há cerca de nove anos, na sala de peneira de uma plataforma petrolífera. Ele retornou ao trabalho três meses depois, reabilitado na função de assistente de meio ambiente e após seis anos tornou-se o primeiro profissional amputado do Brasil a embarcar numa sonda de perfuração petrolífera.

Quando o acidente aconteceu Felipe tinha apenas 22 anos. Ele conta tratar-se de divisor de águas em sua vida e como, ainda tão jovem, superou o trauma, se reabilitou e voltou à plataforma. O acidente aconteceu durante a operação no secador de cascalho e a ação pontual de resgate e assistência médica no local foi fundamental para garantir a sobrevida de Felipe. 

“O início foi conturbado, mas eu sempre acreditei que não poderia aceitar o papel de vítima e deveria concentrar energia em como dar a volta por cima”, disse lembrando da importância de conhecer o próprio corpo. “Limites existem, mas é preciso ter consciência e não se frustrar”.  Atualmente atuando como consultor sênior de resposta a emergências, na empresa Equinor do Brasil, Felipe usa a tecnologia a seu favor. Sua prótese com joelho eletrônico garante usá-la inclusive na água, tanto para trabalhar quanto para praticar esportes.

 “O processo de reabilitação é contínuo. Você tem que se manter em movimento, até mesmo porque os encaixes são feitos sob medida e ganhar ou perder peso influencia no uso da prótese”, explica contando que o acidente o proporcionou conhecer o “universo da Pessoa com Deficiência”.  O retorno ao ambiente de plataforma petrolífera demandou reabilitação, estudo e treinamento.

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Texto: Adriana do Amaral

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